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A historinha do dia

Gente,

a historinha do dia está, novamente, no reino das fadas. Domingo eu mencionei um livro, 'A fada que tinha ideias', da Fernanda Lopes de Almeida. Neste livro, Clara Luz e as amigas fazem animais nas nuvens. E eu fiquei encantada com esta ideia! Tão encantada que ela ficou martelando na minha cabeça desde que reli o livro, semana passada. E acabei criando uma historinha nas nuvens.

A historinha é destas de faz de conta que fala de correr atrás dos seus sonhos, de amizade e de saudade - estou com muitas saudades de amigos queridos que moram longe! Ficou curtinha e bonitinha, vocês vão gostar!

Mil beijos e bons sonhos!!!
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Nas nuvens

Nas nuvens





Ele estava brincando distraidamente no quintal. Colocou o barquinho dentro de uma pequena poça d'água, herança da chuva de véspera. O barquinho dava um giro e parava. Ele ria. O sol estava morno e uma brisa suave afastava o calor. Um perfeito dia de férias, no inverno.

Ouviu o canto de um pássaro e olhou para o céu. E foi então que avistou. Lá, no alto, estavam elas. As nuvens.

Sentou-se no chão e ficou olhando para o céu. As nuvens vinham das mais variadas formas. Tinha cachorro, gato, elefante, leão... Sabia o que isto queria dizer. As fadas deviam estar fazendo uma tremenda festa no alto do céu! Continuou olhando durante bastante tempo. Quando viu surgir, no meio de tantas nuvens de bichos, um hipopótamo, achou que não dava mais para esperar. Queria ir para lá brincar também.

Entrou correndo em casa e anunciou para a mãe:

  • Rápido, mãe, me leva que eu preciso pegar um avião.

A mãe, distraída trabalhando, mal levantou os olhos da tela iluminada à sua frente.

  • Avião para onde, Tito?

  • Para o céu! Quero brincar nas nuvens junto com as fasdas!

  • Meu filho, hoje não dá! Estou super ocupada, você devia ter me avisado com antecedência.

  • Mas, mãe... é rapidinho! É só você me levar, eu pego o avião e pronto!

A mãe ouviu novamente a palavra avião e aproveitou a deixa:

  • Passagem de avião não se compra na hora, filho. Você tinha que ter feito reserva!

O menino, frustrado, saiu de cabeça baixa. Voltou para o quintal - as nuvens ainda estavam lá, esperando por ele. Teve uma ideia. Entrou em casa correndo, foi até seu quarto, mexeu na gaveta. Achou!

Haviam sobrado do seu aniversário. Um pacote de bolas de encher. Começou a soprar com força, uma a uma. Logo, tinha um buquê de bolas em suas mãos, amarrado por um barbante. Voltou ao quintal.

A brisa veio e foi e nada. Que decepção! As bexigas não conseguiam erguê-lo no ar. Resolveu soltar as bolas. Uma rajadinha de vento bastou para levá-las bem alto. 'Elas queriam ir sem mim', pensou, triste.

Avistou uma girafa no meio das nuvens. A vontade de ir brincar era muito, muito grande. Lembrou-se da casa do vizinho. Devagar e com cuidado, subiu no muro. Em um piscar de olhos, deu um pulo para o outro lado. E correu para o terraço do vizinho.

No meio do terraço, algo que ele conhecia bem. Já havia estado ali muitas e muitas vezes brincando com seu amigo Léo. Adoravam disputar quem pulava mais alto ali, no trampolim. Léo não estava junto desta vez e tudo o que Tito queria era dar um pulo bem alto até as nuvens.

Deu um pulo alto. Não alto o suficiente. Tentou de novo. E de novo e de novo. Tentou até cair, exausto, para fora do trampolim. Não dava. Por mais alto que pulasse não conseguia alcançar o céu. Deu um último pulo. Do muro do vizinho para o quintal de sua casa.

Tito estava cansado, mas não desistia. Queria muito brincar nas nuvens. E passou o resto da tarde tentando: usou sua pipa, pediu que o primo o levasse de asa-delta, ofereceu-se como menino bala no canhão do circo. Nada! Parecia que ele não conseguiria mesmo ir brincar com as nuvens, afinal.

No alto do ceu, as fadas continuavam fazendo seus bichos de nuvens. Riam e riam sem parar. Até que uma pequena fada, Liz, tropeçou numa nuvem – 'quem inventou de colocar uma cobrinha no meio do caminho?' - e deu de cara com a Terra. Avistou Tito. Viu sua tristeza, sua vontade de brincar nas nuvens. E quis brincar com ele também. Chamou as outras fadas e mostrou – 'olhem, um menino! Ele quer brincar com as nuvens, também!' Não podia, elas sabiam. Mas queriam vê-lo sorrir.

As fadinhas pegaram pedacinhos de nuvens e começaram a fazer seus bichos em miniatura. Cada um mais lindo que o outro, fizeram um zoológico completo. Juntaram-se todas em uma mesma nuvem e sopraram, com toda força, seus pequenos animais para a Terra. O vento bateu forte e os levou, seguindo a indicação das fadas.

Tito tinha acabado de desistir de subir aos céus quando elas chegaram. Uma por vez, pequenas nuvens em formatos de bichos. Ele não podia acreditar naquilo! Começou a correr pelo quintal, feliz, rindo e brincando com suas pequenas nuvens de bichos. Não quis jantar, só parou na hora de dormir. Estava radiante.

O menino deitou-se e olhou para o teto. Sorriu e disse: 'obrigado!', pensando nas fadinhas do céu.

Do alto de uma nuvem fofinha, Liz também preparava-se para dormir. Ouviu a voz de Tito. Olhou para a Terra, pensando no menino. 'De nada', respondeu.

Deste dia em diante, vez por outra se falavam. É muito bom termos amigos. Mesmo quando eles estão tão longes que não podemos brincar juntos...

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A historinha do dia + Poesia

Gente,

hoje é dia de conto de fadas!!! Como eu disse, semana passada fiz um curso de contação de histórias. Contei, aqui, uma história que criamos, meu grupo, no curso. Hoje, conto outra!

Para ser honesta, não me lembrei exatamente da história que criamos semana passada. Vocês sabem, cabeça nas nuvens... Mas lembrei das bases da história e criei um continho de fadas. Curto, simples, bonitinho, para começarmos bem a semana! :)

E para garantir que a semana será sensacional... Poesia!!! Ivone Susana nos presenteou com outra de suas obras, em homenagem ao dia e à historinha da Vovó. Como todo dia é um bom dia para curtir as avós, hoje a poesia está aqui, para nos fazer sorrir! :) Obrigada, Ivone, mais uma vez por sua participação!!! Adoramos ter você aqui no blog!!!

É isto! Que todos tenhamos uma semana incrível, cheia de coisas boas e sem nenhum enjoo!!! ;)

Mil beijos e bons sonhos!!!!
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Uma história encantada

Uma história encantada





Havia, há muitos e muitos anos, em um reino distante, um rei bondoso que era adorado por seu povo. O rei era justo e o povo feliz. Este rei era casado com uma linda rainha, que o amava apaixonadamente. Tinha muitas riquezas e o reino era próspero. O rei tinha tudo para ser feliz. No entanto, não era.

Por mais que tentasse, o rei sentia um grande vazio em seu peito, uma enorme tristeza. Ele passava os dias cuidando de seu povo para que todos estivessem contentes. Era do tipo que fazia o bem sem olhar a quem, e sentia-se bem consigo mesmo. Mas, feliz, não era.

Um dia, o rei resolveu sair para dar uma caminhada além dos campos do reino. Andou durante algumas horas, até encontrar um pequeno riacho. Sentou-se à beira das águas e tirou suas botas. Colocou os pés na água fria, enfiou as mãos e molhou seu rosto. Que sensação boa! Quanto mais tempo ele permanecia ali, às margens do riacho, melhor se sentia. Até que, de repente, sentiu um vulto à sua espreita. Assustou-se, levantou e gritou:

  • Quem está aí?

Ela surgiu detrás de uma árvore. Uma bela moça, com longos cabelos dourados e olhos tão azuis quanto a cor do rio. Ao ver o rei ali, diante de si, abriu o mais doce dos sorrisos.

O rei esfregou os olhos com força. 'Será possível?', pensou? Toda aquela tristeza que sentia parecia ter evaporado e uma enorme onda de felicidade invadia todo seu ser. Caminhou até a moça, deu-lhe um beijo na face. Ajoelhou-se, disse 'Obrigado, meu Deus!', enquanto as lágrimas escorriam por seus olhos. A moça deu-lhe a mão. Caminharam juntos de volta para o palácio sem dizerem uma palavra.

O rei e a moça dos cabelos dourados se aproximavam do palácio. A rainha viu, de longe, seu marido. Estranhou. Quem seria aquela moça que ele trazia, segurando pela mão? Correu ao encontro dos dois.

A rainha ainda estava distante dos dois quando perguntou:

  • Quem é você?

A moça dos cabelos dourados respondeu:

  • Eu venho do reino das Águas Claras.

Aquela voz... Parecia tão familiar! A rainha sentiu uma estranha pontada em seu peito. Correu ainda mais rápido tentando alcançar o rei e a moça dos cabelos dourados.

Quando a rainha conseguiu chegar até eles, não podia acreditar no que via! O rei parecia mais moço,mais forte, mais saudável. Finalmente achara a paz que tanto buscava. Estava feliz. A rainha olhou para a moça e não conseguiu conter a emoção. Abraçou-lhe com força e afeto.

  • Eu voltei! - disse a moça.

E então contou sua história. A moça dos cabelos dourados era a princesa Léa, filha do rei e da rainha, que havia desaparecido muitos anos antes. Ela havia sido amaldiçoada por uma bruxa – que foi banida pelo rei – e seus pais acharam que esta bruxa malvada a tinha levado embora.

  • A bruxa nunca me tocou – contou a princesa – porque eu fugi antes! Uma noite, apareceu uma fada em meu quarto e disse 'venha comigo!' e eu fui. Ela me levou para o reino das Águas Claras, onde vivi uma vida de fada durante todos estes anos. Agora, já sei fazer feitiços, poções e mágicas de todo tipo. Tenho muita força e nenhuma bruxa consegue mais me desencantar. Por isso voltei para ficar!

Pai, mãe e filha abraçaram-se com amor. Daquele dia em diante, o rei bondoso foi ainda mais bondoso e o reino, que era feliz, tornou-se ainda melhor. Todos comemoraram a volta da princesa Léa com uma grande festa. E o reino encantado encheu-se de alegrias sem fim!

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Poesia - Ivone Susana

DOCE MOMENTOS

Grãozinhos de açucar
pelo ar a deslizar
recheio de chocolate
momento doce a combinar

o livro de receitas
tem uma vida para contar
longa historia um momento
uma letra a desfolhar

gerações que se encontram
um suspiro a cada olhar
tudo encaixa na prefeição
trocam se gestos ao decorar

caramelo derretido
com vóvó a misturar
agua na boca será eterna
sorriso franco ao relembrar


AUTORIA:IVONE SUSANA