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João e o dia da vacinação

João e o dia da vacinação



João é um menino esperto, arteiro, que gosta de brincar de esconde-esconde e jogar bola. Tem uma porção de amigos na escola e todos também gostam destas coisas. João é muito saudável porque sua mãe é muito cuidadosa. João alimenta-se bem, faz esportes e sempre toma suas vacinas em dia. Por isso, quando sua mãe disse, numa tarde, 'João, amanhã é dia de vacinação', ele não estranhou. Sabia que sua mãe o amava muito e só queria seu bem. Se ela estava dizendo que era legal tomar a vacina, ele tomaria sem reclamar!

O melhor amigo de João era o Tom, que dizia, a quem quisesse ouvir, que não tinha medo de nada. Ele pulava do alto do escorrga para o chão, o que deixava sua professora sempre preocupada. Mas ele caía de lado e saía rolando, rindo, dizendo, 'eu sou invencível'! Todo mundo mandava que ele tivesse cuidado, mas o Tom era muito levado.

João chegou ao colégio, naquela manhã, e disse ao Tom' hoje é o dia da vacinação. Você vai no posto de saúde também?' Tom arregalou os olhos e perguntou:

  • Está doido, João? Tomar vacina?

  • Sim, minha mãe disse que hoje é dia de vacina. A sua não te avisou? - respondeu João

  • João, vacina dói prá burro! Nós temos que fugir da vacina! - sugeriu Tom.

  • Fugir? - perguntou João desconfiado. Acho melhor não, minha mãe me disse que a vacina é para nos deixar fortes. Eu não quero ficar doente, quero ser sempre forte!

  • Forte nada! - insistiu Tom. Ela falou isto para te convencer. Eles dão uma injeção na gente. E dói muito, você não sabia?

  • Eu já tomei vacina e não doeu – João respondeu. Você não está se confundindo, não, Tom? Porque até a Lilica, minha cachorrinha, tem a cartela de vacinação em dia. E ela nunca reclama de tomar vacina. E também nunca fica doente!

  • Qual o que, João! Falam isto para nos tapear. Dói demais, sim, confia em mim! Vamos nos esconder para não tomar a vacina!

  • Não sei, não, Tom...

  • Vamos, sim! Vai ser melhor para nós.

O João não queria se esconder, porque confiava em sua mãe e sabia que a vacina era legal para ele. Mas também não queria brigar com seu amigo Tom, e por isso resolveu concordar na fuga.

Depois da aula, antes que suas mães viessem buscá-los, João e Tom saíram escondidos da escola e foram brincar no parquinho. Ficaram lá, despreocupados, brincando no balanço e na gangorra, durante bastante tempo.

Já a mãe do João estava morrendo de preocupação. Onde poderia seu filho ter se metido? Ela tinha avisado que iria buscá-lo para que fossem juntos ao posto de saúde participar da campanha de vacinação. Procurou o filho pela escola toda e, quando não o achou, saiu pelas ruas próximas procurando-o. Consegui achá-lo depois de muita procura. Estava nervosa e muito aborrecida:

  • João! Posso saber o que você está fazendo aqui?

  • Eu estou só brincando um pouco com o Tom, mamãe – respondeu o menino.

  • Mas eu te avisei que hoje é dia de vacina! Temos que correr para pegar o posto aberto. Vamos, vamos indo. Você também, Tom.

  • Ah, eu não! Não vou mesmo! - disse Tom.

  • Você já tomou a vacina? - perguntou a mãe do João.

  • Não, nem vou! - disse Tom, que saiu correndo em disparada.

  • Tom, volta aqui! - a mãe do João tentou chamá-lo, mas ele fugiu rápido demais para que ela o alcançasse.

A mãe do João olhou sério para seu filho e disse:

  • Eu não sei o que o Tom te disse para que você fugisse. Mas nós vamos agora para o posto de vacinação e você vai ver que não tem nada demais tomar vacina. Não dói, nem na hora e nem depois. E vai fazer com que você possa brincar o tempo todo, sempre saudável.

  • Está bem, mamãe, concordou João.

João e sua mãe chegaram ao posto pouco antes dele fechar. A mãe do João entregou a carteira de vacinação do filho à enfermeira, que conferiu e disse: ' são duas vacinas que você vai tomar, João!'

  • Doem? - quis saber João

  • Não, não doem. Uma é dada por gotinhas, e você engole sem problemas. A outra é uma injeção.

  • Injeção dói! - gritou João.

  • Não, João, injeção não dói – explicou a enfermeira. O que dói são os remédios que você toma se ficar doente. Estes, quando dados na injeção, doem mesmo.

  • E a vacina não é remédio?- perguntou João

  • Não, a vacina é a prevenção da doença, é a forma do seu corpo criar anticorpos para resistir à doença. E por isto não dói. Mesmo as que são dadas por injeção não doem. Você sente uma picadinha a toa, como se fosse um mosquitinho te mordendo. E só!

  • Tem certeza? - João estava desconfiado.

  • Absoluta. Vamos lá, vou te mostrar!

A enfermeira, então, pegou uma seringa, encheu-a com a vacina. Aproximou-se de João e disse ' coragem hein?' e aplicou a vacina. Foi tudo tão rápido que João mal percebeu o que aconteceu. Foi mesmo como se tivesse levado uma picadinha de mosquito.

  • Não doeu! - João exclamou

  • Pois é, eu te disse - riu a enfermeira, já pegando a outra vacina.

A enfermeira deu as gotinhas para João, que tomou rapidinho.

Quando saíram, sua mãe disse:

  • Viu, meu filho, não dói nada. Agora você ensina isto ao Tom!

  • Vou ensinar sim, mamãe – disse João.

No dia seguinte, na escola, João contou para Tom e para todos os seus outros amigos que a vacina não doía nada, que nos impedia de ficar doentes e que por isso todos devemos tomá-las. Contou do seu amigo Zé Gotinha, contou da enfermeira, falou que todos no posto de vacinação eram amigos. Todos os amigos de João correram para se vacinar. Menos o Tom, que, teimoso, continuava dizendo que vacina era ruim.

E aí vocês sabem o que aconteceu? Tom, que se dizia invencível, foi vencido por uma doença chatinha. Uma doença que o deixou fraco, sem ânimo para brincar nem fazer nada. E como Tom não tinha tomado a vacina, ficou ainda mais fraco do que deveria. E o médico receitou uma porção de remédios na injeção para ele! Justamente o Tom, que fugiu tanto de uma picadinha boba, agora sofria tomando uma porção de injeções doloridas.

Assim que pôde, Tom correu para tomar todas as suas vacinas. Percebeu que tinha sido muito boboca, porque as vacinas não doem nada, mesmo. Tinha sido muito pior ficar sem elas e acabar doente.

E quanto a vocês, amiguinhos, aprendam com o João. Para ficar sempre sadios, mantenham em dia o cartão de vacinação! Vacina não dói, é uma picadinha boba de nada. Mas nos ajuda a ficar sempre fortes, para podermos correr por aí, fazendo toda a bagucinha boa que quisermos!

4 comentários:

Aretusa disse...

Essa historinha vai ajudar e muito na campanha de vacinação!! Obrigada!!
Sei que tem muitos pais que tem dúvidas sobre o assunto, então, acho sempre bom conversar com o pediatra e escolher o que é melhor para seus filhos!!
Beijocas,
Aretusa, mamãe da Doce Sophia

Elaine Cunha disse...

A história do Tom ficou muito legal. Tenho certeza que a Arlete vai gostar e vai bombar no hospital!

Depois te conto!

Beijos, Elaine Cunha

arlete e ivan disse...

AMEIIIII. Amanhã estaremos contado esta história na Escolinha Infantil Pitukinha aqui em SP e tem mais no sábado tenho certeza que as crianças vão adorar. Muito Obrigada Dadá pela história e por nos ajudar na Campanha da Vacinação que terá início dia 18/06/11 Pólio e Sarampo para crianças de 0 a 7 anos. Beijocas Arlete

Dadá disse...

Arlete e Elaine,

escrevi com todo carinho,e sei que vocês a contarão com o mesmo carinho com que ela foi feita. As crianças vão amar, com certeza! :-)

Are, serviu até para mim esta história! Eu morria de peninha de dar vacinas no Davi até descobrir que não é como injeção, que ele só sente a picadinha, e não aquela dor que eu imaginava. Bom, né? Vamos agora pensar numa historinha bem bacana para a amamentção, tá? ;-)

Beijos em todas, Dadá

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